Bruno Carioca: 'Quando subo no octógono eu penso primeiro na torcida de Salvador'
por Maurício Naiberg
Bruno Carioca é hoje uma das maiores promessas do MMA brasileiro. Jovem e radicado na Bahia, o atleta conversou nesta semana com o repórter Maurício Naiberg e contou das expectativas com o esporte no Brasil. Ele ainda falou sobre o triunfo no Bellator, um dos maiores eventos da categoria.
Bahia Notícias: Bruno, assistimos sua luta contra o também brasileiro Givanildo Santana, no Bellator 61, e o que ficou constatado foi muito equilíbrio das duas partes no confronto. Achou, em algum momento, que perderia?
Bruno Carioca: A luta foi muito equilibrada, mas eu sabia que estava na frente. Eu perdi o primeiro round na contagem deles, sabia que estava na frente. A luta estava equilibrada e sabia que estava sob controle.
Bahia Notícias: Enfrentar um adversário brasileiro é mais complicado?
Bruno Carioca: Nós saímos do Brasil para lutar contra adversários de fora, mas nesse caso ele era um brasileiro praticamente americano, porque já mora lá tem tempo, vive lá, e a facilidade para treinar no Estados Unidos é mais fácil ainda.
Bahia Notícias: Isso entra naquela questão - não estou dizendo que seja esse caso - de um lutador profissional preferir não lutar contra um amigo? É complicado isso?
Bruno Carioca: É complicado, porque, querendo ou não, é luta, com muito contato e vontade. Você tem que ter aquela agressividade. É pela profissão, tudo bem, mas você não tem aquela vontade de ganhar, de bater, ainda mais quando você treina com a pessoa todo dia.
Bahia Notícias: Vi que você melhorou bastante sua luta em pé. Tem treinado essa parte com sua equipe, a Zé Mário Team?
Bruno Carioca: A gente sempre treinou a parte em pé. A minha preferência é o chão, derrubar, e eu venho disso, do Jiu Jitsu. Mas na luta era mais fácil usar a minha parte de trocação. Como eu estava bem treinado nisso, usei dessa estratégia e preferi usar a trocação.
Bahia Notícias: O que significa esse triunfo para o MMA brasileiro?
Bruno Carioca: Com certeza foi um degrau que eu subi. Lutar lá fora já é uma experiência muito boa e me deixa mais confiante e satisfeito com o resultado do trabalho. E, para o Brasil, um atleta brasileiro lutar lá fora, representando bem o país, com certeza a família, os amigos e fãs do MMA, ficam orgulhosos. Para o Brasil, um atleta representar bem o país fora daqui, é um orgulho. Um lutador brigando pela bandeira, é gratificante para todo mundo, não só para o atleta.
Bahia Notícias: No próximo duelo, no Bellator 66, você vai encarar Brian Rogers. O que conhece dele?
Bruno Carioca: Eu acabei de chegar de viagem e não tive muito tem para estudar ele. Mas pela luta que ele fez lá, é um cara muito perigoso. Ele é um cara que nocauteia com facilidade e não posso vacilar. Tenho que estar bem preparado, bem treinado e muito à vontade. Tenho que estar bem preparado em relação a trocação, ao chão, para poder chegar e conquistar mais uma vitória.
Bahia Notícias: A sua ideia agora é tentar uma vaga no UFC, evento do MMA mais famoso do mundo?
Bruno Carioca: Eu não quero pensar nisso agora. Prefiro pensar no Bellator, que está me fazendo evoluir, me dando expriência, um suporte bom e me ensinando muita coisa. O UFC é um grande evento, o maior do MMA, mas, por enquanto, estou satisfeito. Não sei. Depois que conquistar o Bellator não sei como vai ser, mas em princípio estou satisfeito.
Bahia Notícias: Manda um recado para o público baiano que torce por você.
Bruno Carioca: Sou muito grato. Sei que a maior parte do meu incentivo vem da torcida. Muitas vezes em penso em representar a Bahia da melhor forma, levantando a bandeira do estado. Eu nasci no Rio de Janeiro, mas sou muito grato à Bahia, porque tudo que conquistei, estava aqui, em Salvador. Então, a torcida baiana é a que mais me incentiva e me dar mais força para eu lutar. E o que eu puder fazer sempre para deixar eles mais tranquilos e felizes, eu vou fazer. Sou muito grato a tudo isso e sempre quando subo no octógono eu penso primeiro na torcida de Salvador que está me esperando, torcendo por mim e ansioso para ver a luta. Peço que continuem torcendo, vibrando, porque isso, com certeza, vai me fazer lutar melhor e poder dar mais felicidades ao povo baiano.
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